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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Carveboard Juiz de Fora no Zine Esporte

Está no ar hoje, no blog do Zine Cultural, na parte dedicada aos esportes, Zine Esporte a matéria sobre o carveboard Juiz de Fora. A resportagem, muito bem escrita, pelo nosso amigo João Milagres, mostra que o esporte tem crescido bastante na cidade e recebido especial atenção dos veículos de comunicação pela sua relevância.

Você pode ler a matéria na integra aqui ou clicando na imagem abaixo.



Se preferir, você pode ler aqui o texto da matéria na integra:

Na crista da ladeira

Quando Brad Garlach e seu pai, Joe, idealizaram uma prancha para aprimorar as manobras do surfe no asfalto, não sabiam que estavam inventando uma nova “onda” entre os praticantes de esportes radicais em todo o mundo.  Da Califórnia para o resto do planeta, o carveboard  chegou a Juiz de Fora com um status diferenciado, reunindo a galera pela internet para dar um rolé .

O designer Diogo Moreira, o China, já havia experimentado a sensação de descer uma ladeira inclinado em uma prancha sustentada em pneus aro 4, mas nem mesmo sabia o que era. Hoje, o pioneiro do esporte em Juiz de Fora não se arrepende da escolha do carveboard pelo moutainboard. “Foi identificação a primeira vista, o esporte me dá energia para enfrentar os desafios do dia-a-dia”, comenta ao tentar explicar a sensação em descer as ladeiras há oito meses.

Slides, giros em 180º e cutbacks (o sobe e desce do surf) fazem parte do repertório do esporte que mistura técnicas do snowboard e, principalmente, do surf para “rasgar” as ladeiras. Os equipamentos são os mesmos do skate: capacete, cutuveleira, luva e joelheira. O preço do carve varia entre R$650 e R$1000. No início, ele só era vendido pela internet, mas a motivação em divulgar o esporte trouxe as pranchas para Juiz de Fora. “A venda surgiu do interesse em praticar o esporte e da dificuldade em adquirir o material”, explica o comerciante, Edson Campos.

A fisioterapeuta Sarah Mattos mostra que no mundo radical não há espaço para preconceitos contra as mulheres. Namorada de China, ela foi uma das primeiras pessoas a se aventurarem no carveboard. Começou descendo ruas em linha reta e de baixa inclinação. Com o tempo, o medo foi dando lugar ao prazer. “A adrenalina sobe e dá um leve medo, mas quando chego ao fim da rua a vontade de descer é muito grande”. Hoje ela já se aventura em terrenos mais acidentados, sem arrependimento de deixar os patins roller de lado.

No blog, o ponto de encontro da galera

 Há pouco mais de três semanas no ar, o blog do Carveboard JF (link para http://carveboardjf.blogspot.com) é uma espécie de "sala de reuniões" para os carveboarders durante os dias de semana. Como define o estudante de cinema, Dudu Cantarino, é "um espaço para "reunir os amigos do carve para tomar um vento na cara aos domingos”.

Com mais de 1200 acessos, o site já recebeu visitas de pessoas da França, Noruega, Romênia, EUA, Inglaterra e Argentina. É lá que eles marcam os encontros para os rolés nos morros do bairro Estrela Sul, conversam sobre equipamentos, entram em contato com praticantes de outros lugares e ficam sabendo de eventos e competições de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão os principais fabricantes nacionais.

Foi através do blog que a estudante Mari Carvalho se juntou à galerinha do carve. Curiosamente, ela encontrou uma matéria sobre o esporte em um embrulho de jornal e fez contato com os demais pela Internet. Ela ainda está se preparando para ser uma carvegirl, treinando em morros menos íngremes para aprimorar a técnica. Fã do skate street e do longboard, ela se diz apaixonada pela novidade. "Encontrei no carve o que faltava nos outros esportes radicais, ele simples e é perfeito para descer ladeiras", comenta a "caloura", que promete ter sua prancha logo, logo. O esporte está crescendo em todo o mundo, não só em número de praticantes, mas também de equipamentos. Casos como o da adolescente deixam China ainda mais empolgado em continuar a sua divulgação. "Em breve, esperamos ter mais de trinta pessoas descendo as ladeiras de Juiz de Fora com agente". Profetiza o mestre do surfe no asfalto.